06/11/2013
LEVY LEMBRA: BRASIL NÃO ESTA À BEIRA DO ABISMO


LEVY LEMBRA: BRASIL NÃO ESTA À BEIRA DO ABISMO - IMAGEM 1


Em meio à histeria fiscal, uma voz de racionalidade; enquanto que, para os jornais, o Brasil quebrou, para o economista Joaquim Levy, secretário do Tesouro Nacional no governo Lula, "há perspectivas positivas" tanto para a inflação quanto para o baixo crescimento e para a política fiscal; segundo Levy, que hoje é diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM) e também já fez parte do FMI, os investidores têm convicção de que o Brasil tem coisas muito boas, ao contrário do que insiste a oposição ou a mídia; em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele coloca os pingos nos is
6 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 11:10

247 – Em um cenário de duras críticas por parte da mídia e da oposição quanto à política fiscal do governo e o baixo crescimento do País, o economista Joaquim Levy coloca os pingos nos is ao lembrar que não, o Brasil não está à beira do abismo. Em entrevista concedida ao jornal Valor Econômico (leia a íntegra aqui), Levy, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo Lula, rema contra a maré do mercado ao afirmar que "há perspectivas positivas" para as três áreas que mais recebem ataques atualmente: a inflação, o baixo crescimento e a política fiscal.

Outro tema visto com otimismo pelo atual diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM) se refere aos investimentos. "O investidor tem convicção que o Brasil tem coisas muito boas e que se a gente não cometer equívocos, essas coisas vão continuar produzindo resultados", declara. Ele também é da opinião de que o País "não tem motivo nenhum para ter rating rebaixado" e que o papel do Brasil deveria ser o de buscar o que é necessário para se ter o rating A, uma vez que, segundo ele, "não precisamos muita coisa" para isso.

Ele avalia ainda que a "queda de juros internacional" deve voltar e, no Brasil, é importante que se mantenha a "queda histórica" da taxa básica (Selic). "Por razões domésticas, e também internacionais, estamos em um momento de subida de taxa de juros. Estudos que fizemos demonstram que parte da queda dos juros domésticos se explicava pela queda de juros globais. Essa queda de juros internacional já está mais ou menos programada para voltar, o que também é um bom sinal, de normalização da economia americana. Aqui no Brasil, o importante é a queda histórica [da taxa básica de juros] continuar", afirmou.

Segundo o economista, que também já fez parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), "a preocupação de a inflação ultrapassar o teto da meta é menor do que no passado", apesar de acreditar que "todo mundo concorda" que uma inflação de 6% ou 6,5% é "bastante alta". Para Levy, "essa discussão de trazer a inflação para mais próximo da meta e, eventualmente, trazer a meta um pouco mais para baixo parece firula teórica, mas não é". Trata-se de um ingrediente, diz, para baixar as taxas de juros reais, importantes para atrair investimento de longo prazo.

Num discurso que, em meio à histeria fiscal de colunistas, se coloca como a voz da racionalidade, Joaquim Levy ressalta que o País não está em perigo. Por outro lado, cobra "clareza" nos objetivos do governo. "O Brasil está em perigo à beira do abismo? Acho que não está. Mas qual é, afinal, o objetivo fiscal do governo? É diminuir a dívida? Ou é imprimir uma trajetória para o gasto corrente? Algo que dê uma visibilidade de três, quatro, cinco anos. Acho que isso é o mais importante. Qual é o objetivo para os próximos três anos?", questiona. "Só precisa ter clareza. É uma questão de diálogo. Se for preciso adivinhar, gera mais dúvidas", acrescenta

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