27/04/2014
DOIS MESES E MEIO: O TEMPO DO CANTAREIRA


DOIS MESES E MEIO: O TEMPO DO CANTAREIRA - IMAGEM 1


Reservatório de água que abastece a região metropolitana de São Paulo opera em 11,4% de sua capacidade e leva a crise hídrica no estado a se tornar talvez o principal tema das eleições; estoque poderia durar até quatro meses se o consumo de água fosse de 110 litros diários por pessoa, como recomenda a ONU, e não 175 litros; governo Geraldo Alckmin adia racionamento; é torcer para chover
27 DE ABRIL DE 2014 ÀS 07:27

SP 247 – Sem chuvas e com o racionamento sendo adiado em São Paulo – se é que ele será realmente usado como ferramenta para a economia de água – o Sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, caiu para 11,4% de sua capacidade na última sexta-feira 25, mais um recorde negativo.

Se continuar nesse ritmo e a situação climática não mudar, serão necessários assustadores dois meses e meio para que a água acabe totalmente. O reservatório poderia durar até quatro meses se o consumidor paulista usasse menos água – 110 litros diários por pessoa, por exemplo, como é a recomendação da ONU, e não os 175 litros que consome atualmente.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à reeleição em outubro, adia o racionamento, admitindo apenas a possibilidade de rodízio. Mesmo assim, a medida é descartada pela Sabesp. A empresa defende que, com a utilização do chamado "volume morto" – reserva técnica, água que fica em profundidade abaixo do atual nível de bombeamento, mas que nunca foi utilizada antes em São Paulo – não haverá desabastecimento.

Uma coisa é certa: a crise hídrica pode vir a ser o principal tema das eleições, mais recorrente ainda do que as recorrentes denúncias que surgem nessa época.

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